27 maio, 2012

Treinamento TNT

Spartan Team
Mesmo que muitas pessoas se recusem a admitir que a vaidade seja um dos principais impulsos para suas visitas diárias às salas de musculação, é preciso reconhecer que observar-se constantemente no espelho é um indicativo válido para conferir se os esforços na academia estão sendo devidamente recompensados.
No entanto, para maiores progressos é preciso ter melho­res parâmetros além de olhadas no espelho ou eventu­ais elogios recebidos do professor ou colegas de academia. Neste ponto, o conhecimento dos processos biológicos que envolvem o desenvolvimento muscular mostra sua importância.
Com objetivo de aumentar o conheci­mento e, consequentemente, os ganhos de massa mus­cular, abordaremos a fisiologia metabólica por meio dos três sistemas de produção de energia básicos do corpo humano.


QUÍMICA
Primeiramente é preciso uma breve explicação sobre química. Quando ingerimos carboidratos, gordura e pro­teína, os músculos os convertem em Adenosina Trifosfa­to (ATP). Esta é a forma de o corpo humano suprir ener­gia para todos os processos orgânicos, inclusive as contra­ções musculares. Para este fim, o corpo se utiliza de três tipos de reações químicas básicas para que as células mus­culares produzam o ATP.
Na primeira e mais rápida reação, a Creatina presente nas células musculares se junta ao Fosfato para 
formar a combinação ATP/CP. Nesta reação, a Creatina é combi­nada com uma molécula de fosfato e se quebra quando o ATP é necessário. Esta reação é denominada anaeróbia, ou seja, ocorre na ausência do Oxigênio e fornece energia para atividades rápidas e explosivas, como para um sprint (uma corrida dos 100 metros, por exemplo) ou levanta­mentos de pesos. Como nesta reação o corpo produz ATP muito rapidamente, ela é sustentada somente por um período de 5 a 10 segundos.
Quando esse período de tempo é ultrapassado, uma segunda reação ocorre na obtenção de energia. Neste momento, o corpo utiliza a Glicose, convertendo-a em ATP. Esse processo dura mais que o anterior e fornece a maioria do ATP necessário durante os próximos 60 a 100 segundos de contrações musculares.
Ao contrário da Creatina Fosfato, a utilização da Gli­cose no processo de obtenção de energia se dá por duas maneiras: anaeróbia (sem a presença de Oxigênio) ou aeróbia (com a presença de Oxigênio), dependendo da duração da série. Este processo é basicamente a ponte entre dois estados metabólicos.
Portanto, se ultrapassamos este limite durante a rea­lização de longas repetições (entre 40 e 50), por exemplo, em que a duração da série é maior que 2 minutos, as possibilidades dos músculos produzirem ATP por meio da glicose irá se esgotar. Neste momento ocorre a transi­ção para o metabolismo Aeróbio/Oxidativo, que pode converter Glicose, gordura e inclusive proteína em ATP para a produção de energia. Este processo, apesar de ser o mais lento, produz níveis mais elevados de ATP.


TREINANDO A ENERGIA

Compreender o funcionamento dos sistemas de pro­dução de energia do nosso corpo significa poder treinar melhor nossos músculos para produzir ATP. A chave está em dividir o treino em três fases, que correspondem e se concentram em cada um dos sistemas. Durante a fase ATP/CP enfatiza-se o desenvolvimento da força e da potência. Aqui, o treino se baseia na utilização de muita carga e poucas repetições (duas a quatro por série). Nas primeiras duas séries enfatizare­mos a potência (explosão com alta velocida­de) com uma carga 50% menor que a utili­zada nas séries finais.



Realizando séries curtas, estaremos uti­lizando o ciclo ATP/CP. Fazer mais de qua­tro repetições aumenta o tempo de execução das séries e, consequentemente, muda o quadro metabólico para o Glicolítico (que utiliza a quebra da Glicose). Os períodos de descanso entre as séries do ciclo ATP/CP devem chegar até a 4 minutos, e devem ser realizadas 8 séries totais (somando todos os exercícios realizados) para os grupos mus­culares grandes, como peito e costas. O sistema ATP/CP necessita de um tempo maior de recuperação para suprir a série seguinte.
Para treinar a fase Glicolítica, as repeti­ções passam a 10-12 por série e o tempo de descanso reduz a 90 segundos. Dessa forma, concentramos na fase Glicolítica e não atin­gimos o metabolismo Aeróbio/Oxidativo. O número total de séries para grupos muscu­lares grandes aumenta para 9. A diferença da primeira fase de treinamento, que sempre utiliza a mesma carga, é que nesse período diminuiremos o peso para poder realizar 10 a 12 repetições, realizadas de forma lenta e controlada (2 segundos nas fases positiva/ negativa, subida/descida). Essa fase é exce­lente para ganhos em hipertrofia.
Na fase Aeróbia/Oxidativa o objetivo é o aumento da resistência, mas também pode­mos nos beneficiar com certos ganhos em tamanho e muitos em definição. Levando 4 segundos para realizar cada repetição, cada série terá duração de 1 a 2 minutos. Mesmo que este tempo caracterize a fase de utili­zação da Glicose, períodos muito curtos de descanso entre as séries (menores que 30 segundos) conduzem à fase Aeróbia/Oxida­tiva. A carga é adaptada, mais uma vez, até que se consiga realizar séries de 25 a 30 repe­tições. Maiores quantidades de carboidratos e gordura são utilizados, tornando o físico mais esbelto.







Conclusão:
Com este programa, você poderá atingir ganhos incríveis em força, tamanho e defi­nição, bem como treinará seu corpo a utilizar os sistemas de fornecimento de energia, construindo uma fantástica base para conti­nuar a ter rendimentos e resultados incríveis em treinamentos futuros.


Fonte: www.multiesportes.com.br

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